Doce Mar de Dezembro

Um projeto pioneiro de tecnologia aplicada ao ensino de história — 20 desenhos e pinturas inéditas sobre a Guanabara indígena, antes da chegada dos portugueses. Registrado na Biblioteca Nacional em 1986, produzido em multimídia e vídeo.

Doce Mar de Dezembro — este ainda é o Mar de Dezembro, Fevereiro ou Março. Ainda não foi descoberto, os sábios navegantes portugueses ainda não o confundiram com um Rio.

O projeto

A origem da cidade antes da cidade

O projeto Doce Mar de Dezembro nasceu em 1981, a partir de uma pergunta: como ensinar a história do Rio de Janeiro antes do Rio existir? Antes da chegada de Gaspar de Lemos e Américo Vespúcio, em 1502. Antes do batismo equivocado. Antes de tudo.

Fruto de dois anos de pesquisa em museus, bibliotecas, acervos públicos e particulares — com orientação de professores e pesquisadores da UFRJ —, o projeto reúne 20 desenhos e pinturas inéditas, criadas especialmente para preencher uma lacuna: não existia material iconográfico sobre a Guanabara dos indígenas.

Em 2002, ano dos 500 anos do descobrimento do Rio de Janeiro, o projeto foi finalizado em multimídia e vídeo. Em 2021, ganhou uma nova versão audiovisual.

Início da pesquisa1981
Registro na Biblioteca Nacional13 de fevereiro de 1986 · Registro nº 36184
Duração da pesquisa iconográfica2 anos (concluída)
Desenhos e pinturas20 obras inéditas
Multimídia2002 — CD-ROM e website
Vídeo2021 — nova versão audiovisual

Os desenhos

A Guanabara dos indígenas

Foram 20 obras criadas a partir da pesquisa histórica. Cada uma retrata com rigor a fisionomia da cidade, a hidrografia, o relevo, a agricultura, a fauna, a flora — e sobretudo os habitantes originários: o tronco tupi-guarani, os tupinambás, os goitacazes.

Estão retratados em detalhe a composição física, a pintura sobre a pele, as embarcações, os utensílios, a arquitetura e o artesanato indígena. Nada disso foi imaginado — cada elemento veio de fontes documentais.

Aldeia indígena à noite com fogueiras e lua
Aldeia à noite — ritual e convívio sob a lua cheia.
Flores tropicais — bromélias
Flora tropical — bromélias da Mata Atlântica.
Índios em canoa na Baía de Guanabara
Embarcações indígenas na Baía — pesca e navegação.
Aldeia com mulheres preparando alimento
Vida cotidiana — mulheres no preparo do alimento.
Mapa da Baía de Guanabara vista aérea
A Baía de Guanabara antes da cidade — relevo e hidrografia.
Flores brancas — copos-de-leite
Flora — copos-de-leite e vegetação de restinga.
Nota técnica: os desenhos foram elaborados a partir da pesquisa em acervos como o Museu Histórico Nacional, o Museu da Cidade, o Museu do Índio, o Museu da Imagem e do Som, o Museu do Jardim Botânico, a Biblioteca Nacional, o Gabinete Português de Leitura, entre outros. O projeto também contou com a colaboração de historiadores, cineastas, botânicos e etnógrafos.

Vídeo

A história em movimento

Em 2021, o projeto ganhou uma nova versão audiovisual — produzida a partir dos desenhos originais de 1981, com animação e narração. Este é o protótipo do que o projeto pode se tornar em escala maior.

O vídeo está disponível mediante solicitação, para instituições de ensino, museus, centros culturais e pesquisadores interessados.

Doce Mar de Dezembro — protótipo 2021
Doce Mar de Dezembro — protótipo 2021
Edição: Ingrid Guimarães Leitão · Narração: Ita Rosa Liberman

Reconhecimento institucional

Documentos e cartas de apoio

Entre 1985 e 1997, o projeto recebeu apoio formal de instituições culturais e educacionais brasileiras. Os documentos abaixo são parte do acervo original — cartas, certificados e pareceres que registram o reconhecimento do valor histórico e pedagógico do Doce Mar de Dezembro.

Registro na Biblioteca Nacional 1986
BN · Registro 1986
Carta da Biblioteca Nacional 1995
BN · Carta 1995
Carta do Banco do Brasil
CCBB
Carta dos Correios
Correios
Certificado FUNARJ 1995
FUNARJ · 1995
Carta do Museu da Imagem e do Som
MIS · 1985
Ministério da Cultura 1997
MinC · 1997
Carta da INFRAERO
INFRAERO · 1995
Carta da UFRJ 1986
UFRJ · 1986

Aos Tupinambás,
os verdadeiros donos da terra,
nosso mais profundo e sincero
pedido de perdão.

Sobre o projeto

Tecnologia a serviço da memória

O Doce Mar de Dezembro foi desenvolvido entre 1981 e 2002, com o objetivo de usar tecnologias de informação e comunicação para ensinar a história do Rio de Janeiro e de seus habitantes sob uma perspectiva social, cultural e urbanística. A linguagem adotada é acessível a todas as idades — de 8 a 90 anos.

Além da multimídia e do vídeo, o projeto foi pensado para circular em museus, escolas, universidades, bibliotecas, aeroportos, centros culturais e exposições internacionais — como material didático e como experiência cultural.

Empresas e instituições interessadas em patrocinar, apoiar ou exibir o projeto podem entrar em contato para conhecer o protótipo completo. O vídeo é disponibilizado mediante solicitação.