O problema
Emergências climáticas são iminentes — e as cidades não estão prontas
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a América do Sul está entre as regiões com maior necessidade documentada de fortalecimento dos sistemas de alerta precoce — ferramentas essenciais para adaptação em áreas de risco. Faltam monitoramento, gestão de dados, projeções e sistemas de informação funcionando de forma integrada.
No Rio de Janeiro, os meses de setembro a abril concentram o maior índice pluviométrico do ano. Áreas de cota baixa — até 5 metros do nível do mar — estão mapeadas e identificadas pela Prefeitura. Quando a chuva chega, a água sobe rápido, e a pergunta que fica é sempre a mesma:
Para onde ir?
O que falta não é só drenagem. É onde ir quando a água já está nas ruas. É um sistema que diga, em tempo real, qual o prédio mais próximo com piso acima de 3 metros, como chegar até ele, e o que avisar às autoridades e à família.